grafvet.mws

Gráficos de funções vetoriais

> restart;

Em coordenadas cartesianas

Curvas em R^2

No caso de curvas em R^2 utiliza-se o comando plot([...]) , onde no argumento do comando coloca-se em sequência, separados por vírgulas, a parametrização e o domínio do parâmentro.

Por exemplo, para visualizar-se o traço da parametrização usual da circunferência unitária de centro (0,0) utiliza-se:

> plot([cos(t),sin(t),t=0..2*Pi],scaling=constrained);

[Maple Plot]

>

Observação importante: Para plotar curvas parametrizadas a colocação dos colchetes é fundamental. Caso sejam colocados apenas na parametrização da curva, deixando a variação do parâmetro ao largo, obtém-se os gráficos de cada função coordenada.

Veja a diferença entre os dois comandos abaixo e seus resultados.

> plot([cos(t),sin(t),t=0..2*Pi],scaling=constrained);
plot([cos(t),sin(t)],t=0..2*Pi,scaling=constrained);

[Maple Plot]

[Maple Plot]

>

Pode-se mostrar vários traços no mesmo quadro e para isso, coloca-se as diferentes parametrizações como uma lista, digitando plot({[...],[...],[...],...,[...]}) .

Vamos ilustrar mostrando os pontos das semicircunferências de raios 1 e 2 que têm coordenadas com abcissas positivas.

> plot({[cos(t),sin(t),t=0..Pi],[2*sin(t),2*cos(t),t=0..Pi]},scaling=constrained);

[Maple Plot]

>

Mostramos a seguir a circunferênca de centro na origem e raio gual a 1, e no mesmo quadro a metade direita da circunferência de centro na origem e raio igual a 2.

> plot({[cos(t),sin(t),t=0..2*Pi],[2*sin(t),2*cos(t),t=0..Pi]},scaling=constrained);

[Maple Plot]

>

Podem também ser utilizados os opcionais usuais do comando plot .

Para verificar a aprendizagem Clique aqui (test12_1_1.mws)

Curvas em R^3

No caso de curvas em R^3 utiliza-se o comando spacecurve([...]) . Este comando faz parte do pacote plots, que deve ser carregado previamente com a expressão with(plots) .

Por exemplo, para visualizar os dois primeiros passos da parametrização usual da hélice cilíndrica utiliza-se:

> with(plots):
spacecurve([cos(t),sin(t),t],axes=boxed,t=0..4*Pi);

Warning, the name changecoords has been redefined

[Maple Plot]

>

Um outro modo de utilizar este comando é carregá-lo diretamente com o comando plots[spacecurve](....) . O exemplo abaixo pode ser executado, mesmo que o Maple tenha acabado de ser aberto.

> plots[spacecurve]([cos(t),sin(t),t],axes=boxed,t=0..4*Pi);

[Maple Plot]

>

Observação importante: Para plotar curvas em R^3 a colocação dos colchetes pode ser alterada, verifica-se que o resultado é o mesmo nos dois comandos abaixo:

> spacecurve([cos(t),sin(t),t],axes=boxed,t=0..4*Pi);
spacecurve([cos(t),sin(t),t,t=0..4*Pi],axes=boxed);

[Maple Plot]

[Maple Plot]

>

Feita a observação anterior, fica fácil entender como plotar diversas curvas simultaneamente em R^3 . Basta escrever no argumento do comando spacecurve a lista de parametrizações, digitando spacecurve({[...],[...],...,[...]} ). Por exemplo:

> spacecurve({[cos(t),sin(t),t,t=0..Pi],[2*cos(t),2*sin(t),t,t=0..4*Pi]},axes=boxed);

[Maple Plot]

>

Os opconais para colocar uma cor diferente em cada uma das curvas deve ser colocado dentro dos colchetes. Observe no exemplo abaixo.

> spacecurve({[cos(t),sin(t),t,t=0..4*Pi,color=gray],[2*cos(t),2*sin(t),t,t=0..4*Pi,color=blue]},axes=boxed);

[Maple Plot]

>

A espessura do traço da função, o ponto de vista, o aparecimento ou não dos eixos coordenados, etc. podem ser modificados fácilmente através das escolhas de opcionais já explicados na seção que trata dos opcionas do plot3d. (rever agora) .

Um exemplo interessante de curva espacial é um mergulho especial de uma esfera de dimensão 1 em R^3 chamado trefoil:

> with(plots):
knot:= [ -10*cos(t) - 2*cos(5*t) + 15*sin(2*t),
-15*cos(2*t) + 10*sin(t) - 2*sin(5*t), 10*cos(3*t), t= 0..2*Pi]:
spacecurve(knot,axes=boxed,orientation=[48,14]);

[Maple Plot]

>

Para verificar a aprendizagem Clique aqui (test12_1_2.mws)

Vizinhanças tubulares de curvas em R^3

Existe uma estrutura chamada vizinhança tubular de mergulhos de variedades. Para o caso de curvas espaciais uma aproximação desta estrutura é mostrada pelo Maple quando usamos o comando tubeplot(...) .

Podem ocorrer situações onde os traços de certas curvas espaciais ficam difíceis de serem observadas. Nestas situações pode-se usar o artifício de plotar uma vizinhança tubular da curva para tentar-se uma melhor visualização.

Por exemplo, para uma melhor visualização do trefoil do exemplo anterior pode-se usar os comandos:

> with(plots):
knot:= [ -10*cos(t) - 2*cos(5*t) + 15*sin(2*t),
-15*cos(2*t) + 10*sin(t) - 2*sin(5*t), 10*cos(3*t), t= 0..2*Pi]:
tubeplot(knot,axes=boxed,style=patch);

[Maple Plot]

>

Para se usar este comando, primeramente criamos uma estrutura gráfica com o comando spacecurve e lhe atribuimos um nome. Depois é só utilizar o comando tubeplot(nome, opcionais) .

Vejamos mais um exemplo.

> espiral:=[5*cos(t),2*sin(t),t,t=0..4*Pi]:
tubeplot(espiral,axes=boxed,style=patch,scaling=constrained);

[Maple Plot]

>

Opcionais do comando tubeplot

Existem dois opcionais do comando tubeplot que podem ser utilizados sem muita complicação.

O opcional "tubepoints=..." especifica a quantidade de pontos utilizados para fazer a renderização nas fibras D^2 , quanto mais pontos utilizados mais suave fica a vizinhança tubular.

O opcional "radius=..." indica o raio a ser considerado para a fibra D^2 , quanto maior o número maior será o diâmetro da vizinhança tubular.

O padrão para esses opcionais é "tubepoints=10" e "radius=1".

O leitor pode entender melhor executando a série de exemplos abaixo, onde são feitas mudanças nos opcionais do comando tubeplot para o trefoil.

> with(plots):
knot:= [ -10*cos(t) - 2*cos(5*t) + 15*sin(2*t),
-15*cos(2*t) + 10*sin(t) - 2*sin(5*t), 10*cos(3*t), t= 0..2*Pi]:
tubeplot(knot,axes=boxed);

[Maple Plot]

> tubeplot(knot,tubepoints=3,radius=2,axes=boxed);

[Maple Plot]

> tubeplot(knot,tubepoints=20,radius=2,axes=boxed);

[Maple Plot]

> tubeplot(knot,tubepoints=20,radius=5,axes=boxed);

[Maple Plot]

> tubeplot(knot,tubepoints=40,radius=5,axes=boxed,style=patch);

[Maple Plot]

> tubeplot([cos(t),sin(t),t,t=0..4*Pi],tubepoints=20,radius=0.2,axes=boxed,style=patch);

[Maple Plot]

>

Em coordenadas polares

Para plotar o traço de curvas parametrizadas em coordenadas polares deve-se utilizar o comando polarplot([r(t), theta (t),t=a..b]) , onde aparecem a lei de dependência da variável raio (r), da variável ângulo ( theta ) e a variação do parâmetro. Este comando só pode ser utilizado após a ativação do pacote plots , por exemplo:

> with(plots):
polarplot([cos(t),sin(t),t=0..2*Pi]);

[Maple Plot]

>

Aqui, como no sistema de coordenadas cartesianas, a colocação correta dos colchetes é fundamental. Caso mal colocado, plota-se dois gráficos!

> polarplot([cos(t),sin(t)],t=0..2*Pi,scaling=constrained);

[Maple Plot]

>

Podem ser utilizados os opcionais do comando plot .

Para ver a próxima seção ( Exercícios de Cálculo Diferencial e Integral ) Clique aqui (calc1.mws) .